domingo, 3 de agosto de 2008

Todos querem um lugar ao $ol.

Estamos em 2008, ano de Olimpíadas, ano bissexto e ano de eleições municipais em todo o país. Em um ano cheio de atividades diversas, é interessante observar e analisar os “hábitos e costumes” de candidatos às vésperas de mais uma corrida pelo poder.
Domingo, dia 25 de maio, data da 12ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) do Estado de São Paulo e as presenças de Gilberto Kassab e Marta Suplicy estão mais que confirmadas no evento, “participando e apoiando” as classes mais discriminadas em nossa sociedade hoje.
Isto seria um ato sincero de apoio ou mera estratégia em suas campanhas políticas?
Com certeza, nessa reta de fortalecimento de candidaturas, a presença dos dois candidatos mais fortes à Prefeitura de São Paulo no evento GLBT está totalmente relacionado com as estratégias de publicidade de suas campanhas eleitorais, afinal, uma grande parcela da população paulistana, que votará nas eleições de outubro, está na classe GLBT.
É interessante analisar o comportamento dos candidatos e pré-candidatos em meses antecedentes à eleição, não só em cidades grandes, mas também nas pequenas, a sede de aparecer em um evento público é muito grande, a transmissão de simpatia, amizade e compromisso com a população são evidentes nas atitudes dos políticos por onde eles passem. E tudo isso por um único propósito: a conquista da confiança e posteriormente dos votos populares. Vale tudo para conseguir alcançar suas metas.
Além do comportamento dos candidatos, é interessante também analisar a quantidade de dinheiro que passa por trás de uma campanha política. São gastos dinheiro com comerciais em TV, “santinhos”, pintura em muros, além da famosa compra de votos, que mesmo contra as leis ainda existe em muitos lugares. Devido à legislação, os candidatos perderam uma importante ferramenta eleitoral, os famosos “showmícios” que conseguia atrair um grande número de pessoas para ouvirem suas propostas de campanha.
O período pós-eleitoral é o que chama mais atenção, chegando até a ser engraçado e irônico, pois as figuras públicas e humanitárias dos políticos parecem desaparecer, como num passe de mágicas. Exceto alguns casos, é quase impossível visualizar algum deles nas ruas ou em pequenos eventos após as eleições.
Isso, infelizmente é a política, que não é apenas um privilégio brasileiro, mas sim uma realidade que acontece em várias partes do mundo, onde nossos representantes procuram conquistar toda a confiança de uma população, para ficar em uma posição privilegiada social e financeiramente. Em um mundo onde o desemprego é fator que gera grande preocupação e problemas, até os políticos lutam por um lugar ao sol, com seus empregos garantidos e um salário que supre satisfatoriamente suas necessidades básicas, de lazer e de regalias extras, mesmo que seja por apenas 4 anos no poder. Enquanto isso, o restante da população pode se divertir um pouco com alguns meses de simpatia e compromisso pré-eleitoral dos candidatos.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 27/05/2008

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