domingo, 3 de agosto de 2008

Carta ao governador do Estado.


Prezado senhor José Serra,


Gostaria de projetar aqui meus protestos quanto às vossas atitudes, em cumplicidade com a senhora Secretária da Educação Maria Helena Guimarães de Castro, quanto à situação do ensino público estadual. Com certeza esses protestos não são apenas meus, mas sim de todos que estão ligados direta ou indiretamente ao setor da educação.
Nesta última semana presenciamos paralisações e manifestações de educadores de todo Estado para solicitar melhoras nas condições de trabalho, que há muito tempo já estão precárias em São Paulo. Não há como tirar a razão desses professores manifestantes. Me responda então, se o senhor digníssimo governador tem uma memória muito boa, quando foi o último aumento salarial “real” que toda a classe de educadores, funcionários e diretores de escola teve? Difícil essa pergunta? Bom, senhor José Serra, para te ajudar, se não me falha a memória, pois já faz muito tempo que aconteceu, acredito que o último reajuste considerável foi no governo Montoro.
Poderíamos elencar em outro tópico de reclamações a atuação da sua “incrível” Secretária da Educação (Sr. Governador, esse incrível foi em tom irônico). Analisando as medidas criadas por ela, percebemos que o senhor deve ter procurado muito bem para conseguir encontrar uma pessoa dessas para ocupar um cargo tão importante dentro do governo. Era inadmissível que uma pessoa em sã consciência pudesse retirar todos os professores coordenadores de seus postos de trabalho justamente no período de planejamento para o ano letivo e, mesmo sendo inadmissível, ela fez isso.
Outro ponto interessante que podemos colocar é a ridícula lei, aprovada há pouco tempo, que prejudica professores recém efetivados no Estado, quase que impossibilitando os mesmos de conseguirem transferências e remoções de uma escola para outra. Sinceramente, isso é um ato insano da parte governamental. “Estimado” senhor governador, coloque-se no lugar dessas pessoas, que se efetivam no Estado para conseguir certa estabilidade e, na maioria das vezes, acabam tendo que deixar suas cidades e suas famílias para exercer seu novo cargo em localidades distantes e que, durante esse tempo longe de casa, ficam rezando para que sejam aprovados os concursos de remoção e transferência. A aprovação desta lei é um ato completamente insano, que fere os direitos constitucionais do cidadão de ir e vir. Em contrapartida chega a ser engraçado as declarações de sua secretária da educação, dizendo que as transferências atrapalham a continuidade das propostas pedagógicas e a qualidade de ensino.
Faz-me rir, a educação estadual está doente há muito tempo, e o quem será o grande culpado dessa situação? Os educadores, funcionários, diretores de escola com seu baixo reconhecimento profissional por parte do Estado? Não senhor Serra, os grandes culpados por tudo que presenciamos hoje na Educação são vocês, governantes despreocupados com o futuro de nossa nação, afinal essas crianças que hoje ocupam um banco escolar, amanhã serão os futuros governantes, educadores e cidadãos do Brasil, porém, do jeito que a Educação Estadual caminha, acredito que nenhum deles irá querer ser um professor amanhã.


Atenciosamente,
Todos nós, cidadãos paulistas.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 24/06/2008

Muito prazer, Barack Obama.


Após uma longa disputa, há alguns dias foi definido o candidato democrata para as eleições presidenciais norte americanas, Obama foi o vencedor, após desistência da ex-primeira dama Hilary Clinton e disputará o poder da maior potência mundial com o candidato republicano John McCain.
Barack Hussein Obama Jr. 46 anos, é advogado, nasceu em Honolulu, no Havaí, filho de um economista queniano e muçulmano com uma americana. Atualmente, Obama é senador do Estado de Illinois.
O carisma e a popularidade são seus pontos fortes na corrida presidencial, dono de uma personalidade marcante, com poder de auto-controle muito grande e uma postura modesta ao falar com as pessoas, ganhou a confiança e de muitas pessoas, principalmente entre os jovens americanos. Sua simplicidade cativante e sua forma irreverente em certos momentos o tornam um dos políticos mais humanísticos dos últimos tempos. Por outro lado, Obama enfrentará um grande problema ao lançar sua candidatura: o preconceito racial, que ainda é fator relevante e de muita discussão nas terras do “Tio Sam”. Eleito, se tornará o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, sem contar que, se isso acontecer, ainda quebrará um certo ‘monopólio’ do partido republicano, que há algum tempo vem governando sucessivamente os Estados Unidos.
Barack Obama tem uma aceitação e confiança muito grande em todas as partes do mundo, na Europa, por exemplo, após pesquisas realizadas, detêm a grande maioria da preferência popular, girando em média de 80% das opiniões. Fato que se repete no Brasil, porém com números pouco menos expressivos, com cerca de 58% da preferência e confiança da população. Essas pesquisas realizadas refletem-se com base nas promessas de campanha que o candidato vem pregando em seus discursos, onde planos de renovação política e econômica são citados e estratégias de pacificação com inimigos históricos como Irã, Iraque e Cuba são abordadas.
A situação de Obama, em relação à opinião mundial, é simples de se analisar: ele é tido como uma esperança de renovação, pois, com seu caráter humanitário e simpático conseguiu cativar a opinião popular e, após um governo ridículo, manipulador e totalmente sem sucesso de George W. Bush, a comunidade mundial espera mudanças no novo governo americano, tendo como conseqüência esperada uma transformação em todo o mundo.
Na realidade, Obama enfrentará seus maiores obstáculos dentro de seu país, onde o preconceito e o conservadorismo serão pontos cruciais para determinar o sucesso de sua candidatura. Sua segurança pessoal é outro fator relevante, onde riscos referentes a possibilidades de ataques contra o candidato não podem ser descartados, afinal, atentados marcantes contra líderes revolucionários fazem parte da história recente do país. Podemos citar como exemplo o assassinato de John Kennedy, presidente eleito em 1960 e Martin Luther King, pastor e líder negro que pregava a igualdade racial na década de 60. É interessante citar ainda que o sucessor de Bush poderá enfrentar uma crise econômica interna, além da pressão da população.Esse é um pequeno parâmetro que pode ser traçado sobre um dos mais populares políticos das últimas décadas em todo mundo. Muitas esperanças de transformações estão sendo depositadas em Obama, se eleito, poderá se tornar o grande presidente americano de todos os tempos ou então a grande decepção mundial.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 17/06/2008

Um preconceito verde e amarelo.

Na última semana, um fato ocorrido fez com que uma polêmica fosse levantada mais uma vez: o preconceito homossexual no Brasil.
Há aproximadamente 2 semanas, os sargentos do exército Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo declararam na mídia que são homossexuais e que vivem junto há mais de dez anos. A confissão gerou uma situação de desconforto para as Forças Armadas Brasileiras.
Há algum tempo o casal sofre uma certa ‘perseguição’ de seus comandantes. Em 2007, Laci se afastou do exército por seis meses, devido a problemas de saúde e apresentou o laudo clínico expedido por um neurologista, porém o documento não foi aceito pela junta militar e o sargento foi condenado pelo crime de deserção.
Na última terça-feira, dia 03 de junho, por volta das 23h30min, após entrevista ao programa Super Pop da RedeTV, a Polícia do Exército cercou as dependências da emissora e prendeu o sargento Laci.
Dentro da história mundial, existem casos onde grandes exércitos foram liderados por homossexuais e muitos deles foram considerados quase invencíveis. Dentre eles estão os gregos Alcebíades e Alexandre, o Grande, o líder Romano Júlio César e o conselheiro nazista alemão Ernst Röhm. O último citado fora morto sob acusação de traição e marcou o início da ‘caçada’ aos homossexuais.
É interessante observar as contradições que vivemos em nosso país, um país onde as autoridades pregam a igualdade e a liberdade, num país onde (dizem) o preconceito não existe, nos deparamos com um crime de deserção, sem um motivo real, no tão imponente exército brasileiro.
E por qual motivo foi decretado esse crime? Por ausência de um laudo médico? Ou será que o crime de deserção foi apenas um pretexto para a prisão de um integrante do batalhão que não teve vergonha nem medo de expor sua opção sexual?
Pode-se perceber claramente que há um grande preconceito quanto a esse caso, analisando os fatos, podemos também concluir que, para os oficiais e comandantes, a presença de dois homossexuais assumidos publicamente e nacionalmente dentro de uma corporação do exército poderia deturpar a imagem masculinizada que as Forças Armadas possuem.
Dentro de nosso país, não somente no exército, o preconceito ainda é um fator relevante na sociedade. É possível encontrarmos casos de preconceito sexual, racial, ideológico, religioso, entre outros. Seria necessário uma mudança de pensamentos e valores, para que o Brasil fosse considerado um país realmente igualitário. É evidente, porém, que, se compararmos com tempos passados, já houveram mudanças e evoluções nesse processo de extinção de preconceitos, mas para ele se concretizar ainda é necessário percorrer um longo caminho.
Estamos vivendo no século 21, inovações tecnológicas e a evolução do ser humano surpreendem, mas um problema de séculos atrás ainda não foi superado, infelizmente, esse é o ser humano.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 10/06/2008

A corrida pelo poder.

Os Estados Unidos vivem um ano de expectativas políticas, afinal marcará a saída de George W. Bush do poder e elegerá seu ‘sucessor’. Há muito tempo uma eleição não era tão divulgada e tão badalada como esta, que acontecerá em 2008. Do lado Republicano, um candidato já definido há muito tempo, John McCain, enquanto o Partido Democrata é marcado por uma disputa acirrada entre Hillary Clinton e Barack Obama.
Existem várias razões para a forte presença da mídia em um ‘evento’ como este, entre os quais, a corrida pelo poder do país mais influenciador do mundo. Porém, o fator de maior relevância nas divulgações seria a inédita possibilidade de uma pessoa do sexo feminino governar o maior país do mundo, ou ainda, um país tão preconceituoso quanto os EUA, terem um presidente negro pela primeira vez na história. Mas é importante lembrar que para tais fatos acontecerem, é necessário que o candidato escolhido, após a vitória interna em seu partido, vença também John McCain nas eleições oficiais.
Hillary Clinton foi a primeira dama dos EUA entre 1993 e 2001, no mandato de Bill Clinton. Conhecida na mídia há algum tempo por encabeçar projetos de reforma na saúde americana, Hillary, hoje senadora do Estado de Nova Iorque e tem a seu favor a possibilidade inédita de ser a primeira mulher a governar a maior potência mundial.
Seu concorrente à candidatura Democrata, Barack Obama, nasceu no Havaí e tem ascendência africana, pois seu pai nasceu no Quênia, atualmente é senador do Estado de Illinois. Obama tem a seu favor o carisma, principalmente entre os jovens americanos. Se eleito, se tornará o primeiro presidente negro da história americana, em um país onde o preconceito racial é fator relevante na sociedade, e também se torna fator de maior dificuldade em sua candidatura.
É possível fazer uma análise interessante sobre as prováveis opções do governo americano para os próximos anos.
Na primeira hipótese, a vitória de McCain, poderá ser uma simples continuidade do trabalho mal feito de Bush, além dos dois políticos serem do mesmo partido, possuem ideais parecidos. A vitória do candidato Republicano não mudará muito a realidade de hoje.
A segunda opção seria a vitória de Hillary, que provavelmente teria algumas influências do governo Clinton em seu mandato. Algumas mudanças econômicas e políticas seriam implantadas e talvez a Guerra no Iraque fosse finalmente terminada.
E, por fim, analisando a possível vitória de Obama, o candidato mais humanitário de todos os tempos nas eleições presidenciais americana, é possível que enfrente, dentro de seu país, dificuldades quanto à sua cor, porém poderá ser o único que trará mudanças mais radicais dentro do país e talvez no mundo todo. Através de seu carisma poderiia até mudar a visão estereotipada que todo o mundo tem dos norte-americanos.
É evidente que ainda muitas coisas acontecerão na corrida política dos EUA, porém há um elemento que não se pode deixar passar batido: George Bush deixará a economia americana em crise, por conta de uma má administração e um envolvimento, que gastou milhões, a troco de uma Guerra particular com Saddam Hussein. Seu sucessor terá que elaborar planos inteligentes para alavancar a economia novamente. Enquanto não há uma definição, acompanharemos “de perto” o desenvolvimento da corrida pelo poder.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 03/06/2008

Todos querem um lugar ao $ol.

Estamos em 2008, ano de Olimpíadas, ano bissexto e ano de eleições municipais em todo o país. Em um ano cheio de atividades diversas, é interessante observar e analisar os “hábitos e costumes” de candidatos às vésperas de mais uma corrida pelo poder.
Domingo, dia 25 de maio, data da 12ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) do Estado de São Paulo e as presenças de Gilberto Kassab e Marta Suplicy estão mais que confirmadas no evento, “participando e apoiando” as classes mais discriminadas em nossa sociedade hoje.
Isto seria um ato sincero de apoio ou mera estratégia em suas campanhas políticas?
Com certeza, nessa reta de fortalecimento de candidaturas, a presença dos dois candidatos mais fortes à Prefeitura de São Paulo no evento GLBT está totalmente relacionado com as estratégias de publicidade de suas campanhas eleitorais, afinal, uma grande parcela da população paulistana, que votará nas eleições de outubro, está na classe GLBT.
É interessante analisar o comportamento dos candidatos e pré-candidatos em meses antecedentes à eleição, não só em cidades grandes, mas também nas pequenas, a sede de aparecer em um evento público é muito grande, a transmissão de simpatia, amizade e compromisso com a população são evidentes nas atitudes dos políticos por onde eles passem. E tudo isso por um único propósito: a conquista da confiança e posteriormente dos votos populares. Vale tudo para conseguir alcançar suas metas.
Além do comportamento dos candidatos, é interessante também analisar a quantidade de dinheiro que passa por trás de uma campanha política. São gastos dinheiro com comerciais em TV, “santinhos”, pintura em muros, além da famosa compra de votos, que mesmo contra as leis ainda existe em muitos lugares. Devido à legislação, os candidatos perderam uma importante ferramenta eleitoral, os famosos “showmícios” que conseguia atrair um grande número de pessoas para ouvirem suas propostas de campanha.
O período pós-eleitoral é o que chama mais atenção, chegando até a ser engraçado e irônico, pois as figuras públicas e humanitárias dos políticos parecem desaparecer, como num passe de mágicas. Exceto alguns casos, é quase impossível visualizar algum deles nas ruas ou em pequenos eventos após as eleições.
Isso, infelizmente é a política, que não é apenas um privilégio brasileiro, mas sim uma realidade que acontece em várias partes do mundo, onde nossos representantes procuram conquistar toda a confiança de uma população, para ficar em uma posição privilegiada social e financeiramente. Em um mundo onde o desemprego é fator que gera grande preocupação e problemas, até os políticos lutam por um lugar ao sol, com seus empregos garantidos e um salário que supre satisfatoriamente suas necessidades básicas, de lazer e de regalias extras, mesmo que seja por apenas 4 anos no poder. Enquanto isso, o restante da população pode se divertir um pouco com alguns meses de simpatia e compromisso pré-eleitoral dos candidatos.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 27/05/2008

O início do fim.


Nas últimas semanas, presenciamos duas grandes catástrofes pelo mundo, mais precisamente na Ásia, onde um ciclone devastou o pequeno país Mianmar e um terremoto destruiu uma parte da China.
No começo do mês, o pequeno país Mianmar, localizado no sul da Ásia, próximo à China, sofreu com a fúria do ciclone Nargis, que devastou uma parte do país, deixando quase 80 mil mortos, segundo dados oficiais do governo do país, e centena de milhares feridos e desabrigados, porém infelizmente esses números somente tendem a aumentar ainda mais.
Um fato inacreditável após esta catástrofe, com números gigantescos, foi que o governo de Mianmar não permitiu a entrada de ajuda internacional, agravando ainda mais a situação de emergência vivida no país.
No último dia 12, um terremoto que chegou a 7,8 graus na escala Richter, atingiu o sudoeste da China, deixando, entre mortos e desaparecidos, um número superior a 50 mil, além das centenas de milhares de pessoas desabrigadas e feridas.
As imagens da destruição nos dois países são impressionantes e aterrorizantes, e nos fazem lembrar outras catástrofes naturais, como o Tsunami, que devastou alguns países da Ásia no final de 2004.
Fica uma questão no ar: será que essas catástrofes e desastres naturais têm o dedo do homem?
Após vários séculos de destruição e pouco caso com a natureza, o homem se deu conta, apenas agora, que sua interferência está causando um impacto muito grande nas condições climáticas e de vida na Terra. O desmatamento desenfreado, visando o lucro e o aumento da ‘civilização’, a poluição de rios, por indústrias que crescem a todo momento, a emissão de gases poluentes na atmosfera são fatores preponderantes para a desestabilização das condições de vida em nosso planeta, e tudo isso está sendo feito em nome do progresso e do desenvolvimento.
O aquecimento global, mudanças climáticas repentinas, fenômenos naturais com escalas acima do normal estão se tornando cada vez mais comuns em todo o mundo. E isso com certeza tem a interferência maciça do homem.
Diversos congressos ambientalistas são criados, tentativas de solução são discutidas a todo momento, campanhas de preservação ao meio ambiente atacam exaustivamente os meios de comunicação, tudo com um único propósito: salvar a “grande cagada” que o homem fez na Terra. (desculpem leitores a expressão utilizada, mas acredito que seja a mais indicada para concluir esta frase)
A humanidade está correndo atrás do prejuízo. Mas será que ainda dá tempo de recuperar o que foi feito? A natureza está apresentando a nós, com uma freqüência cada vez maior, a sua revolta. O homem está cavando a sua própria sepultura, essa é a verdade, e os episódios trágicos vividos na Ásia nada mais são do que reflexos dos atos impensados cometidos pelo ser humano... O único ser racional do planeta... E sua “racionalidade suprema” está conseguindo matar a Terra (irônico isso não?).
Vamos aplaudir de pé a todos nós, seres humanos racionais, povoadores do planeta e nossos atos extraordinários, pois podemos ser considerados “assassinos de nós mesmos” e vamos, enquanto o planeta não acaba, correndo para ver se consertamos os erros que cometemos.

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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 20/05/2008

“Que coisa linda, é uma partida de futebol.”

Estamos em maio de 2008, mais uma vez, teremos início ao espetáculo mais esperado do ano em nosso país, o início do Campeonato Brasileiro. Não se trata de nenhuma apresentação ou turnê do ‘Cirque du Soleil’, porém sua estrutura e atratividade não deixam nada a desejar ao maior circo do mundo. Também não estou falando sobre nenhuma super banda internacional, porém esse espetáculo possui fãs, como os de uma banda de rock, mas bem mais apaixonados. Vivemos no Brasil, país do samba, país do futebol, preferência nacional de 9 entre 10 brasileiros.
O ano de 2008 terá a 38ª edição do campeonato de clubes mais disputado do mundo, e o título de melhor time do Brasil estará em jogo, durante aproximadamente 7 meses, título este, cobiçado por todas as 20 equipes participantes da competição. Famoso por revelar vários craques para o futebol mundial, o Campeonato Brasileiro pode ser considerado o mais charmoso do mundo e conta com o privilégio de ter apresentado para o futebol, jogadores do nível de Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico, Ademir da Guia, Raí.
Analisando a participação das equipes paulistas, podemos afirmar que a disputa de 2008 terá algumas particularidades.
Pela primeira vez na história o Corinthians, time de maior torcida no Estado de São Paulo, não estará na elite do futebol, pois em 2007, teve uma campanha vexatória e medíocre que culminou no rebaixamento para a 2ª divisão, esse ano tenta se reabilitar, porém com um time muito limitado e sem estrelas.
Nesse ano também, poderá acontecer um fato inédito na competição, pois o São Paulo pode conquistar o título pela 3ª vez consecutiva, tudo leva a crer que será o time a ser batido pelos concorrentes. Porém a tarefa do Tricolor Paulista não será nada fácil, afinal em 2008, com um elenco reduzido ainda não conseguiu demonstrar o futebol que o consagrou em 2007.
O Palmeiras vem embalado pela conquista do Campeonato Paulista, após 12 anos na fila, com investimentos pesados em contratações no começo do ano, tem um time experiente e um técnico arrogante, porém muito competente. Entra no campeonato com força, mas pode ser prejudicado pela perda de jogadores importantes no meio do ano, em virtude de transferências para o futebol europeu.
Após um início de temporada fraquíssimo, o Santos demonstra sinais de evolução, após contratações de reforços sul-americanos, a qualidade da equipe aumentou. Entretanto, apesar da evolução, possui um elenco bem inferior ao de anos anteriores, pode ser uma surpresa no campeonato, mas precisa evoluir muito ainda.
Podemos destacar ainda, nesse início de campeonato alguns dos favoritos ao título, como, Cruzeiro, Fluminense, Flamengo, Internacional, Grêmio. A competitividade do Brasileirão é única em todo o mundo, e com certeza teremos surpresas e muitas emoções este ano.
Apesar de sofrer com o assédio do futebol europeu, que leva jogadores brasileiros cada vez mais cedo para o “velho continente”, o Brasil tem a incrível capacidade de produção de bons jogadores em massa, como se fosse uma indústria a todo vapor.
O futebol é um esporte inexplicável, que encanta, emociona e apaixona, portanto, todos os apaixonados por futebol, como eu, se preparem, pois o maior espetáculo da Terra está começando e que vença o melhor!


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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 13/05/2008

Trabalhador ou bobo da corte?

Na última quinta-feira, foi comemorado em vários países do mundo o Dia do Trabalho, de acordo com a história, esta data comemorativa foi criada em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, que era o principal centro industrial dos Estados Unidos na época. Na ocasião, milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre operários e a polícia. No Brasil, a primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos.
Passados mais de 120 anos do acontecimento, manifestações, confrontos e reivindicações envolvendo trabalhadores são comuns nos quatro cantos do mundo, reivindicando melhorias nas condições de trabalho, maiores salários, entre outros motivos.
No Brasil, há algum tempo, o grande desafio das manifestações trabalhistas gira em torno da redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias. A proposta tem como principal intuito a criação de novos postos de trabalho e a diminuição do desemprego no país, tudo isso sem a redução no valor salarial. A reivindicação gera muitas discussões e divisões de opinião.
Primeiramente, a redução da jornada de trabalho seria uma grande vitória para os trabalhadores, pois estaria assim possibilitando a criação de novos empregos, diminuindo o número de desempregados no país, além, é claro, da maior valorização de sua mão de obra, pois com um salário-mínimo defasado como o do Brasil, o trabalhador muitas vezes “paga para trabalhar”.
Por outro lado, analisando pontos negativos, temos a dificuldade financeira com que os empresários poderiam enfrentar após essas mudanças, pois com a redução da jornada, os custos de produção se elevariam, acarretando em um aumento de preços no mercado, aumento da automatização da produção. Por conseqüência disso teríamos um efeito contrário às aspirações pregadas pelos sindicatos trabalhistas, talvez até piorando as condições de vida que encontramos atualmente.
A realidade brasileira, quanto aos trabalhadores é nítida aos olhos de qualquer pessoa: moramos em um país onde o salário-mínimo é um dos mais baixos do mundo, perdendo apenas para alguns países paupérrimos, desvalorizando totalmente o trabalhador, impossibilitando de proporcionar-lhe uma vida digna, suprindo suas necessidades básicas, além de uma previdência social quebrada e sem recursos. Em contradição a isso, observamos políticos, que “trabalham” uma vez por semana (quando vão uma vez por semana ao congresso) e ganham salários altíssimos, benefícios infindáveis, moradia e automóvel, sem contar os cartões corporativos.
E o que se pode fazer? É difícil responder a esse questionamento?
Claro que não, um absurdo como esses só se resolverá quando nossos “queridos” governantes e políticos brasileiros tomarem um remédio chamado ‘vergonha na cara’ e exercerem seus cargos de forma correta e transparente, lutando por interesses nacionais e realizando obras concretas de melhorias para toda a população. Talvez a questão trabalhista não se resolveria com a diminuição da jornada de trabalho, mas sim com salários mais dignos e projetos bem elaborados para distribuição de renda. Porém, enquanto a mentalidade política brasileira continuar apenas no “venha a nós”, questões como estas estão muito (mas muito mesmo) longe de serem resolvidas. Por enquanto continuaremos comemorando o dia do trabalho, com nossos salários mínimos vergonhosos e servindo de diversão aos marajás políticos do nosso país.


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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 06/05/2008