domingo, 3 de agosto de 2008

O início do fim.


Nas últimas semanas, presenciamos duas grandes catástrofes pelo mundo, mais precisamente na Ásia, onde um ciclone devastou o pequeno país Mianmar e um terremoto destruiu uma parte da China.
No começo do mês, o pequeno país Mianmar, localizado no sul da Ásia, próximo à China, sofreu com a fúria do ciclone Nargis, que devastou uma parte do país, deixando quase 80 mil mortos, segundo dados oficiais do governo do país, e centena de milhares feridos e desabrigados, porém infelizmente esses números somente tendem a aumentar ainda mais.
Um fato inacreditável após esta catástrofe, com números gigantescos, foi que o governo de Mianmar não permitiu a entrada de ajuda internacional, agravando ainda mais a situação de emergência vivida no país.
No último dia 12, um terremoto que chegou a 7,8 graus na escala Richter, atingiu o sudoeste da China, deixando, entre mortos e desaparecidos, um número superior a 50 mil, além das centenas de milhares de pessoas desabrigadas e feridas.
As imagens da destruição nos dois países são impressionantes e aterrorizantes, e nos fazem lembrar outras catástrofes naturais, como o Tsunami, que devastou alguns países da Ásia no final de 2004.
Fica uma questão no ar: será que essas catástrofes e desastres naturais têm o dedo do homem?
Após vários séculos de destruição e pouco caso com a natureza, o homem se deu conta, apenas agora, que sua interferência está causando um impacto muito grande nas condições climáticas e de vida na Terra. O desmatamento desenfreado, visando o lucro e o aumento da ‘civilização’, a poluição de rios, por indústrias que crescem a todo momento, a emissão de gases poluentes na atmosfera são fatores preponderantes para a desestabilização das condições de vida em nosso planeta, e tudo isso está sendo feito em nome do progresso e do desenvolvimento.
O aquecimento global, mudanças climáticas repentinas, fenômenos naturais com escalas acima do normal estão se tornando cada vez mais comuns em todo o mundo. E isso com certeza tem a interferência maciça do homem.
Diversos congressos ambientalistas são criados, tentativas de solução são discutidas a todo momento, campanhas de preservação ao meio ambiente atacam exaustivamente os meios de comunicação, tudo com um único propósito: salvar a “grande cagada” que o homem fez na Terra. (desculpem leitores a expressão utilizada, mas acredito que seja a mais indicada para concluir esta frase)
A humanidade está correndo atrás do prejuízo. Mas será que ainda dá tempo de recuperar o que foi feito? A natureza está apresentando a nós, com uma freqüência cada vez maior, a sua revolta. O homem está cavando a sua própria sepultura, essa é a verdade, e os episódios trágicos vividos na Ásia nada mais são do que reflexos dos atos impensados cometidos pelo ser humano... O único ser racional do planeta... E sua “racionalidade suprema” está conseguindo matar a Terra (irônico isso não?).
Vamos aplaudir de pé a todos nós, seres humanos racionais, povoadores do planeta e nossos atos extraordinários, pois podemos ser considerados “assassinos de nós mesmos” e vamos, enquanto o planeta não acaba, correndo para ver se consertamos os erros que cometemos.

.

Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 20/05/2008

Nenhum comentário: