A Escola de Tempo Integral no Estado de São Paulo foi um projeto implantado pelo governo Geraldo Alckmin e pelo então Secretário da Educação Gabriel Chalita no ano de 2006. As maiores mudanças na rotina dos alunos foi a ampliação da jornada diária de aulas de 5 para 9 horas. O projeto da escola de tempo integral possui um conteúdo didático-pedagógico que visa atividades diferenciadas e uma
melhor preparação do aluno para enfrentar o mercado de trabalho, além de ampliar seu leque de conhecimentos e melhorar seu aproveitamento em sala de aula.
Todo esse projeto, no papel, é muito bom, porém a realidade de sua execução não consegue corresponder ao contexto, devido a uma série de fatores relevantes que não foram levados em consideração no momento de sua implantação, após dois anos, já se podem notar claramente as falhas e conseqüências disso.
Em primeiro lugar, um projeto com essa amplitude e estrutura deveria ser estudado e avaliado durante muito tempo, analisando todos os fatores positivos e negativos, colocando na balança o que realmente é viável e quais adaptações deveriam ser efetuadas para o sucesso do mesmo.
As escolas estaduais não estão adequadas à essa nova realidade, sua estrutura física não comporta as necessidades de alunos que passam o dia todo dentro de um estabelecimento de ensino. Em quase sua totalidade, não possuem cozinhas e refeitórios com tamanhos adequados e condições de higiene necessárias, além de não existir banheiros e vestiários decentes, áreas onde o aluno pode descansar após o almoço, entre outras coisas.
Pode-se destacar também que a grande maioria dos educadores não está preparada para as necessidades do projeto da escola de tempo integral, pois tiveram que se adequar às novas normas e métodos de ensino sem contar com orientações técnicas e cursos preparatórios decentes.
O número de rejeição do projeto entre pais e alunos é muito grande, muitos desaprovam o novo método e o despreparo em todos os setores.
Em pesquisas realizadas recentemente foi constatado que o aproveitamento dos alunos de escola de tempo integral no SARESP, prova aplicada pelo governo para avaliar o rendimento do aluno e sua aprendizagem, não foi superior aos resultados de alunos de escolas com ensino comum.Após todas as explanações acima, fica uma dúvida no ar: será que o projeto de uma escola de tempo integral é viável? Se trata de um ótimo projeto, com objetivos muito bons, porém foi implantado de forma totalmente equivocada e antes do tempo. Mas acredito que o grande problema desta história toda foram os reais motivos de sua implantação. Com certeza, o senhor Geraldo Alckmin queria utilizar-se desse fator relevante para a educação estadual em sua campanha política, visando a Presidência da República, para assim tentar alavancar sua candidatura e derrotar seu grande concorrente, Lula. Infelizmente, para Alckmin, ”o tiro saiu pela culatra”, culminando com sua derrota nas eleições. Porém o grande prejudicado nessa história toda é a população paulista, que tem que conviver com um projeto educacional mal implantado e mal estruturado devido à interesses políticos... É, meus caros, isto não é ficção, é a mais pura realidade, isto é Brasil.
melhor preparação do aluno para enfrentar o mercado de trabalho, além de ampliar seu leque de conhecimentos e melhorar seu aproveitamento em sala de aula.Todo esse projeto, no papel, é muito bom, porém a realidade de sua execução não consegue corresponder ao contexto, devido a uma série de fatores relevantes que não foram levados em consideração no momento de sua implantação, após dois anos, já se podem notar claramente as falhas e conseqüências disso.
Em primeiro lugar, um projeto com essa amplitude e estrutura deveria ser estudado e avaliado durante muito tempo, analisando todos os fatores positivos e negativos, colocando na balança o que realmente é viável e quais adaptações deveriam ser efetuadas para o sucesso do mesmo.
As escolas estaduais não estão adequadas à essa nova realidade, sua estrutura física não comporta as necessidades de alunos que passam o dia todo dentro de um estabelecimento de ensino. Em quase sua totalidade, não possuem cozinhas e refeitórios com tamanhos adequados e condições de higiene necessárias, além de não existir banheiros e vestiários decentes, áreas onde o aluno pode descansar após o almoço, entre outras coisas.
Pode-se destacar também que a grande maioria dos educadores não está preparada para as necessidades do projeto da escola de tempo integral, pois tiveram que se adequar às novas normas e métodos de ensino sem contar com orientações técnicas e cursos preparatórios decentes.
O número de rejeição do projeto entre pais e alunos é muito grande, muitos desaprovam o novo método e o despreparo em todos os setores.
Em pesquisas realizadas recentemente foi constatado que o aproveitamento dos alunos de escola de tempo integral no SARESP, prova aplicada pelo governo para avaliar o rendimento do aluno e sua aprendizagem, não foi superior aos resultados de alunos de escolas com ensino comum.Após todas as explanações acima, fica uma dúvida no ar: será que o projeto de uma escola de tempo integral é viável? Se trata de um ótimo projeto, com objetivos muito bons, porém foi implantado de forma totalmente equivocada e antes do tempo. Mas acredito que o grande problema desta história toda foram os reais motivos de sua implantação. Com certeza, o senhor Geraldo Alckmin queria utilizar-se desse fator relevante para a educação estadual em sua campanha política, visando a Presidência da República, para assim tentar alavancar sua candidatura e derrotar seu grande concorrente, Lula. Infelizmente, para Alckmin, ”o tiro saiu pela culatra”, culminando com sua derrota nas eleições. Porém o grande prejudicado nessa história toda é a população paulista, que tem que conviver com um projeto educacional mal implantado e mal estruturado devido à interesses políticos... É, meus caros, isto não é ficção, é a mais pura realidade, isto é Brasil.Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 25/03/2008
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