Pesquisas recentes realizadas apontaram que o Brasil teve um alto índice de crescimento na Classe C, em dois anos, mais
de 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe média. Hoje, esta fatia da população representa mais de 86 milhões de pessoas, ou 46%, o que a torna a classe com mais numerosa do país.
É interessante traçar um paralelo entre este acontecimento e a realidade de alguns países, pois muitos deles, principalmente europeus, que se encontram em um patamar desenvolvido hoje, deram seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento através da ascensão política e econômica da classe média.
Pode-se notar que o poder de consumo do brasileiro aumentou consideravelmente, a estabilização econômica e o nível de crescimento fez com que os créditos a longo prazo fossem largamente estendidos a uma parte da população que há tempos atrás nem sonhava com essa possibilidade. É interessante notar também que a elevação do poder aquisitivo do brasileiro fez com que o comércio e a indústria entrassem em um período de melhoras, aquecendo ainda mais a economia. Dados mostram que, mesmo com a crise financeira norte-americana, o Brasil deverá fechar o ano de 2008 com uma taxa de crescimento econômico em elevação. Uma boa notícia para todos nós, mostrando que a dependência com o país do “Tio Sam” já não é tão forte quanto em tempos passados. É importante citar ainda que o crescimento econômico brasileiro não se compara a países como China e Índia, porém pode ser considerado relevante se analisarmos o longo período de estagnação econômica que nosso país passou devido aos altos valores devidos ao FMI e Bird, a chamada dívida externa.
É evidente que essa melhora na situação do país teve seu marco inicial com a implantação do plano real em 1994. Fica claro que após a implantação da moeda, que até hoje vigora em nossa nação, houve uma estabilização econômica e uma diminuição extraordinária da inflação, que antes chegava a índices inacreditáveis de mais de 35% ao dia. É fato também que, pela primeira vez na história, o Brasil teve um declínio considerável em sua classe de miseráveis, isso se deve muito aos projetos sociais implantados pelo governo Lula, tais como o Bolsa Família, que auxilia muitos lares carentes.
Acredito que um ponto importante para esse novo período econômico foi a quitação da dívida externa, isso fez com que o país adquirisse autonomia, diferente de tempos atrás, onde o Brasil não passava de um fantoche na mão dos credores internacionais. É necessário apenas a implantação de um projeto de crescimento conciso e bem elaborado, afinal, potencial e condições para isso não faltam. Deve-se aproveitar o momento e investir no crescimento do país, não deixando acontecer como na década de 70, com o ‘milagre econômico’, que foi uma coisa passageira.
Quero deixar bem claro que não estou aqui fazendo apologias ao governo Lula, que possui muitos problemas e falhas, mas sim demonstrando uma realidade que está acontecendo no país. É claro que a situação ainda está longe do ideal, porém há certa esperança de melhorias, talvez isso seja um presságio de um período de desenvolvimento, mas também há uma possibilidade de ser apenas mais um verão de ‘vacas gordas’ que logo irá terminar... É esperar para ver.
de 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe média. Hoje, esta fatia da população representa mais de 86 milhões de pessoas, ou 46%, o que a torna a classe com mais numerosa do país.É interessante traçar um paralelo entre este acontecimento e a realidade de alguns países, pois muitos deles, principalmente europeus, que se encontram em um patamar desenvolvido hoje, deram seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento através da ascensão política e econômica da classe média.
Pode-se notar que o poder de consumo do brasileiro aumentou consideravelmente, a estabilização econômica e o nível de crescimento fez com que os créditos a longo prazo fossem largamente estendidos a uma parte da população que há tempos atrás nem sonhava com essa possibilidade. É interessante notar também que a elevação do poder aquisitivo do brasileiro fez com que o comércio e a indústria entrassem em um período de melhoras, aquecendo ainda mais a economia. Dados mostram que, mesmo com a crise financeira norte-americana, o Brasil deverá fechar o ano de 2008 com uma taxa de crescimento econômico em elevação. Uma boa notícia para todos nós, mostrando que a dependência com o país do “Tio Sam” já não é tão forte quanto em tempos passados. É importante citar ainda que o crescimento econômico brasileiro não se compara a países como China e Índia, porém pode ser considerado relevante se analisarmos o longo período de estagnação econômica que nosso país passou devido aos altos valores devidos ao FMI e Bird, a chamada dívida externa.
É evidente que essa melhora na situação do país teve seu marco inicial com a implantação do plano real em 1994. Fica claro que após a implantação da moeda, que até hoje vigora em nossa nação, houve uma estabilização econômica e uma diminuição extraordinária da inflação, que antes chegava a índices inacreditáveis de mais de 35% ao dia. É fato também que, pela primeira vez na história, o Brasil teve um declínio considerável em sua classe de miseráveis, isso se deve muito aos projetos sociais implantados pelo governo Lula, tais como o Bolsa Família, que auxilia muitos lares carentes.
Acredito que um ponto importante para esse novo período econômico foi a quitação da dívida externa, isso fez com que o país adquirisse autonomia, diferente de tempos atrás, onde o Brasil não passava de um fantoche na mão dos credores internacionais. É necessário apenas a implantação de um projeto de crescimento conciso e bem elaborado, afinal, potencial e condições para isso não faltam. Deve-se aproveitar o momento e investir no crescimento do país, não deixando acontecer como na década de 70, com o ‘milagre econômico’, que foi uma coisa passageira.
Quero deixar bem claro que não estou aqui fazendo apologias ao governo Lula, que possui muitos problemas e falhas, mas sim demonstrando uma realidade que está acontecendo no país. É claro que a situação ainda está longe do ideal, porém há certa esperança de melhorias, talvez isso seja um presságio de um período de desenvolvimento, mas também há uma possibilidade de ser apenas mais um verão de ‘vacas gordas’ que logo irá terminar... É esperar para ver.
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Texto publicado no Jornal Acontece Ava - Coluna Opinião Formada - da cidade de Avanhandava no dia 08/04/2008
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